sábado, 7 de março de 2009

O Gato de Uppsala

Depois da edição em livro de O Gato de Uppsala, Cristina Carvalho acaba de abrir um novo blogue dedicado a este seu romance.
O Gato de Uppsala é a narrativa de uma viagem por terras de luz, desde Kiruna até Estocolmo. Impulsionada pelo amor e pelo desejo de descobrir mundos, esta aventura amorosa combina: a sabedoria da tradição renovada que ritualiza a paixão do jovem casal para dar perspectiva ao amor, com a força da juventude que empreende a viagem de exploração do mundo que os atrai e ainda com a beleza (às vezes dos medos) de muitos instantes inevitáveis com que se deparam ao longo da viagem.

Graças a um estilo ático, numa escrita fluente e bem ritmada, a autora de O Gato de Uppsala proporciona uma leitura fácil e ataente. Na sua simplicidade artística, O Gato de Uppsala propõe leituras diversas na história que conta. Há uma visão polissémica da natureza, do amor, da humanidade e da animalidade. A narrativa apresenta um sentido iniciático que unifica as personagens e os elementos naturais em que vivem e que as envolvem.

Esta é uma história de amor entre dois jovens, Elvis e Agnetta, uma história feliz de iniciação, de descoberta e sonho: a viagem, a pé, desde Uppsala até Estocolmo, movidos pelo desejo de descobrir o mistério do mar e de ver uma das maravilhas do seu tempo – o grande e rico Vasa – navio de guerra mandado construir por Gustavus II Adolphus, rei da Suécia. Quis o destino que, no dia 10 de Agosto de 1628, dia da viagem inaugural, a vida de Elvis e Agnetta fosse salva por um gato.

Cristina Carvalho nasceu em Lisboa, a 10 de Novembro de 1949. Durante a sua actividade profissional, contactou com milhares de pessoas e visitou inúmeros países sendo a Escandinávia e o Oeste português as regiões que mais ama e que mais influência exercem sobre a sua personalidade enquanto transitório ser humano do sexo feminino, habitante do planeta Terra e por acaso, escritora. Publicou até à data 4 livros: Até Já Não é Adeus (Signo); Momentos Misericordiosos, Ana de Londres e Estranhos Casos de Amor (Relógio D’Água).

E o blogue fica aqui.

1 comentário:

Borboleta disse...

Parabéns pelos textos e pelo blog.

Desenham-se corpos Inquietos
sem rostos(...)
invisíveis.

Improvisam a alma
Enriquecem a valsa
mergulham despercebidas

Sombras sem fendas
gritam no deserto povoado
expectativa de vida (...)
partes de nós.