O gato amarelo de nome espanhol(personagem do livro O Sorriso Enigmático do Javali de António Manuel Venda)
O gato amarelo de nome espanhol
Top Cat foi criado pela talentosa dupla de cartunistas William Hanna e Joseph Barbera.
Sylvester, criado por Friz Freleng apareceu em mais de 90 filmes de animação da Looney Tunes e da Merrie Melodies, feitos entre 1945 e 1966. Estreou-se em “Life With Feathers” (1945). Apareceu com Tweety, pela primeira vez, em 1947 e com Porky Pig, em 1948.
A estação Paddington, em Londres, teve em tempos um famoso gato, Jim, bem conhecido entre os passageiros e o pessoal de serviço. A sua casa era o restaurante da estação, mas ele passeava em torno da estação durante todo o dia. E tinha um capricho - ele preferia uma boa tampa de cerveja a uma taça de leite. Existiam também nesta estação outros gatos. Joe, que vivia na lavandaria do hotel, Smokey, um persa azul que vivia no refrescante albergue de raparigas, e Tibby, nos estábulos, que bebia apenas água. Nesta imagem, eis Jim, no escritório. A foto é de 1937.
Convoy na sua rede (Gibraltar, 26 Novembro 1941)Recebeu o nome de Convoy por ter acompanhado a tripulação do HMS Hermione numa série de missões de escolta durante a II Guerra Mundial.
Esta mascote marítima foi listada no diário de bordo e recebeu até um kit de tripulante, ao qual não faltou sequer uma bela rede onde dormia.
Convoy ficou no navio até ao seu afundamento por um torpedo em 16 de Junho de 1942.
Encontrado no final dos anos 40 nas docas de Hong Kong, Simon acabaria por se tornar num herói de guerra. Com apenas um ano, o gato vadio foi levado para bordo da fragata britânica HMS Amethyst, integrando-se na tripulação graças aos seus dotes de caçador de ratos.
Mas a história deste felino começa realmente durante o incidente de Yangtze, quando a fragata é atacada pelas forças da China comunista. O comandante é morto e Simon fica gravemente ferido. Contra todas as expectativas, o gato sobrevive, mas tem de suportar a pouca simpatia do novo comandante. Por outro lado, a vida do bicho a bordo é compensada pelo carinho dos jovens marinheiros, que o vêem como uma espécie de talismã.
Assim que o HMS Amethyst escapa, Simon conhece a fama, sendo granjeado com várias condecorações de guerra e milhares de cartas de admiradores, a quem um dos oficiais se prontificava a responder. Entre as medalhas, encontra-se a Dickin Medal, atribuída a 62 animais, entre os quais cães, cavalos e pombos. Até à data, Simon é o único gato da lista. Só que a sorte do felino durou pouco. Quando o navio regressa a Inglaterra, a mascote contrai um vírus e, apesar de todos os cuidados médicos que recebe, acaba por não resistir, morrendo a 28 de Novembro de 1949.
Centenas de pessoas, tripulação do Amethyst incluída, despedem-se do gato na cerimónia fúnebre levada a cabo no cemitério para animais de Ilford, onde ainda hoje Simon está sepultado. Na lápide pode ler-se: “Em memória de Simon, que serviu no HMS Amethyst entre Maio de 1948 e Setembro de 1949. Condecorado com a Dickin Medal em Agosto de 1949. Falecido em 28 de Novembro de 1949. O seu comportamento durante Yangtze foi de grande louvor”.
Era mais um gato vadio de Vermont, mas um belo dia foi levado para o Observatório de Mount Washington. Recebeu então o nome de Anaïs Nin, em homenagem à escritora. Quando perceberam que afinal era um macho, ficou a ser conhecido apenas por Nin.
Hoje, aos 18 anos, e já sem dentes devido a uma infecção, chega a altura da mascote do ponto mais alto dos Estados Unidos se reformar. “Queremos ter o gesto mais humano possível para com ele”, declarou Scot Henley, director executivo do observatório meteorológico à CNN. A saber, Nin trocará a montanha gelada pela casa de Diane Holmes e Mike Pelchat, guardas florestais do parque de Mount Washington.
Para trás fica uma vida de aventura, durante a qual enfrentou temperaturas de fazer regelar qualquer humano e ventos a condizer, mas também recheada de mimos de visitantes e cientistas.
O observatório anda já em busca de um sucessor para Nin, tendo este de, tal como a mascote reformada, ser amigável, não ter medo do mau tempo e saber escapar às tempestades. Se tudo correr bem, e segundo Scot Henley, o novo gato de Mount Washington deve estar escolhido no final de Janeiro. Fique a conhecer melhor Nin, graças a mais imagens no site oficial do observatório.
Muitas marcas escolhem os gatos como mascote. E a 9Lives é uma das mais famosas. Para quem não sabe, falamos de uma gama de comida para bichanos norte-americana, que tem como imagem Morris the Cat.O animal surge nos anúncios televisivos e noutras formas de publicidade, bem como nas embalagens, desde finais da década de sessenta do séc. XX. A fama de Morris chegou mesmo ao cinema, tendo a mascote entrado em Shamus, filme de 1973 com Burt Reynolds e Dyan Cannon. E o trabalho do bicho não fica por aqui. Para além de estrela televisiva e cinematográfica e modelo, Morris “assinou” ainda três livros sobre cuidados a ter com animais e é o porta-voz de diversas campanhas relacionadas com a adopção e saúde animal. Isto sem esquecer duas pseudo-candidaturas à presidência dos Estados Unidos, em 1988 e 1992.
Desde o seu aparecimento que Morris tem sido encarnado por gatos oriundos de gatis ou recolhidos da rua. O primeiro dos três até à data, descoberto numa associação de Chicago em 1968, foi salvo apenas vinte minutos antes do abate por um treinador de animais profissional. O actual, esse vive
Ao longo dos anos, Morris teve direito a uma enorme cobertura mediática, o que inclui, por exemplo, uma biografia em livro datada de 1974 e o título de “Burt Reynolds felino” atribuído pela revista Time em 1983.
Um dos mais recentes feitos de Morris foi a adopção de L’il Mo, um gatinho de uma associação de Los Angeles. O gesto marcou o arranque, em 2006, da Morris’ Million Cat Rescue, campanha que pretende arranjar dono para um milhão de gatos em perigo nos Estados Unidos. E sucesso não falta à iniciativa, que conseguiu salvar até ao momento cerca de seiscentos mil animais.

Entre homens de rara coragem e cães para puxar trenós, a tripulação da viagem de Ernest Shackleton à Antártida, em 1914, incluiu um gato de nome Mrs. Chippy.
Pertença de Harry McNish, o carpinteiro do Endurance, o felino - apesar do nome - era na verdade um macho e tido como animal de grande personalidade. Segundo relatos da viagem, Mrs Chippy era um verdadeiro marinheiro, surpreendendo os tripulantes ao andar na borda do navio, mesmo em mares tempestuosos.
Quando o Endurance foi destruído e a tripulação encurralada no gelo do pólo sul, Shackleton não pôde suportar a sobrevivência dos animais, tendo de abater tanto os cães como o gato. McNish, fundamental à construção dos barcos que acabariam por salvar a tripulação depois de nove meses de pesadelo, nunca perdoou o comandante irlandês e insubordinou-se, o que fez com que não ganhasse a Medalha Polar, quando regressaram sãos e salvos.
Em 2004, uma estátua de bronze representando Mrs. Chippy foi colocada pela Antarctic Society da Nova Zelândia na sepultura do carpinteiro, em reconhecimento ao seu papel na expedição. O pintor britânico Wolf Howard também celebrizou o gato e o regresso de Shackleton através de Mrs. Chippy, a pintura reproduzida em baixo.
Fred, um gato doméstico que ganhou notoriedade pelo seu trabalho como “agente secreto” do Departamento de Polícia de Nova York, nasceu em Maio de 2005.
Na sequência da operação Fred começou a receber formação num programa especial, para ensinar crianças tratar e cuidar de animais.
Rhubarb, uma comédia sobre um gato que herda uma fortuna, marcou a estreia cinematográfica de Orangey em 1951. Mascote do famoso treinador de animais Frank Inn (com quem as suas cinzas foram enterradas), este gato tigrado laranja teve o privilégio de contracenar, dez anos mais tarde com Audrey Hepburn, em Boneca de Luxo, no papel de Cat. E foi graças aos dois filmes que ganhou o Patsy Award, uma espécie de Oscar para animais.
Nos seus catorze anos de carreira contam-se outras cinco películas e ainda Our Miss Brooks, série televisiva que esteve em exibição entre 1952 e
Nicky poderia ser apenas mais um gato preto. Mas a convivência com estrelas do espectáculo fizeram dele um gato muito especial.
A dona, a fotógrafa Carol Friedman, imortalizou-o ao lado de algumas das maiores celebridades musicais, transformando-o mesmo no embaixador do jazz junto dos mais novos. Isto graças a Nicky the Jazz Cat, um livro infantil que, com uma divertida história e fotos do gato junto de executantes do género, explica o jazz às crianças.
A obra, datada de 2003, é acompanhada de um CD com alguns clássicos infantis interpretados por, entre outros, Neil Armstrong, Ella Fitzgerald, Peggy Lee e Count Basie. Transformado em colecção, Nicky the Jazz Cat teve já direito a outros discos/livros, nomeadamente um de canções de embalar e outro natalício.
Verdadeiro fenómeno junto dos mais pequenos, o gato da fotógrafa nova-iorquina, mais precisamente a sua missão jazzística, encontram-se na net num site bem divertido dedicado às crianças e não só. Uma excelente forma de descobrir ou redescobrir o jazz e os gatos, a ter em conta aqui

A excêntrica milionária Adelaide Bonfamille deixa a fortuna à sua gata Duquesa e às três crias desta. Mas o ganancioso mordomo Edgar está de olho na herança e abandona os quatro gatos no campo, bem longe do conforto de Paris. É aí que eles conhecem Thomas O’Malley, um gato vadio que lhes vai mostrar o mundo e o caminho de volta a casa. Eis a trama de Os Aristogatos (The Aristocats), a última obra de animação a ser aprovada pelo próprio Walt Disney e primeira a ser realizada depois da sua morte.
Lançado em 1970, o filme de Wolfgang Reitherman é uma sátira ao mundo aristocrático do início do século XX e baseia-se numa outra animação, esta da UPA, de nome Gay Purr-ee. Uma sequela esteve para sair em 2007, directamente em formato vídeo, mas a compra da Pixar fez com que fosse cancelada.
Entre as curiosidades de Os Aristogatos encontra-se o facto de Scat Cat, uma das personagens, ter sido pensado para e a partir de Louis Armstrong. O trompetista esteve mesmo para lhe dar voz, mas acabou por desistir à última da hora. Restou um gato a fazer lembrar o músico, ao qual não faltava peso, o espaço entre os dentes e o modo de tocar.
Na banda sonora participaram, porém, outras estrelas como Maurice Chevalier com o tema principal e Phil Harris, que foi também a voz de Thomas O’Malley.

Recebeu o nome de Blinx e é uma das personagens felinas pertencentes ao universo dos jogos de vídeo.
Criado pelo famoso estúdio japonês Artoon, este gato foi o herói de Blinx: The Time Sweeper, software lançado em Outubro de 2002 para a Xbox, a primeira consola da Microsoft.
Com um visual antropomórfico, o bichano apresenta-se como um agente da Time Factory (algo como Fábrica do Tempo) que, munido de uma espécie de aspirador, viaja por várias dimensões de forma a colmatar algumas falhas verificadas no decorrer do tempo.
A originalidade da personagem bem como da mecânica do jogo levaram a crer que a Microsoft adoptasse o gato como mascote da consola, só que as vendas decepcionantes acabaram por alterar o curso dos acontecimentos. Uma sequela – Blinx 2: Masters of Time and Space – foi lançada em 2004, mas os resultados estiveram também longe de ser animadores.
