segunda-feira, 25 de junho de 2007

Krazy Cat
















No início do século passado, em 1910, o New York Journal publicava a tira “The Dingbat Family” (mais tarde “The Family Upstairs”), de George Herriman, onde duas personagens secundárias acabavam por ocupar o primeiro plano. Tratava-se de uma gata (Krazy Kat) que falava como uma mulher dengosa e tinha um laço na cabeça, apaixonada por um rato (Ignatz), cuja principal diversão era dar-lhe tijoladas na cabeça, sob o olhar do cão-polícia Ofissa Pup, este, loucamente apaixonado por Krazy Cat (também conhecida por “Gata Chalupa”).







A dupla tornou-se um sucesso e, em 1943, as aventuras de Krazy Kat passaram a ser publicadas em tiras diárias. As peripécias apareceram em livros, desenhos animados e até num ballet adaptado por Jonh Alden Carpenter. As aventuras de Krazy Cat e Ignatz só terminaram com a morte de George Herriman, em 1944, mas ainda hoje estas personagens são consideradas de culto.

2 comentários:

Geraldes Lino disse...

Ora bem, vê-se, pelo recente "post" dedicado à personagem de banda desenhada Krazy Kat, que a dupla de amigas Inês & Alexandra fizeram uma pequena incursão pelos clássicos da BD. Só lhes fica bem tornarem extensiva a vossa curiosidade cultural ao segmento felino do universo da figuração narrativa. Gostei.

Luís Graça disse...

Eu tive uma edição brasileira, já toda esfarrapada, disto.
Estamos a falar de génio e a nova edição de capa duríssima devia ser obrigatória na biblioteca de qualquer bedéfilo.

Só um pequeno preciosismo: a expressão "dar-lhe tijoladas" pode levar quem não conheça a série a pensar que o Ignatz se aproximava com o tijolo na mão e lhe dava na cabeça.

Nada disso. Os tijolos eram atirados. Com um pormenor que pode ser extrapolação minha sem sentido. Mas acho que não. Implicitamente, nos lançamentos de tijolo de Ignatz, está uma piscadela de olho ao desporto americano por excelência: o beisebol. As posições de Ignatz a atirar os tijolos são as dos "pitchers" a lançar a bola.
Despistei-me? Inventei? Gostava de ouvir os especialistas de Herriman sobre isto.